RJ abrigará Fórum Global pela Sustentabilidade a partir de 2011
A cidade do Rio de Janeiro sediará, a partir de 2011, o Fórum Global pela Sustentabilidade. O grupo que compõe o Fórum vai reunir anualmente líderes empresariais, sociais, ambientais, culturais, acadêmicos e governamentais de diversos países para dialogar, assumir compromissos, articular acordos, divulgar práticas e soluções exemplares voltadas para o desenvolvimento sustentável. O Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade (Nós Podemos) está representado no Fórum pela futurista e ativista do movimento da Sustentabilidade, Rosa Alegria.
Nos últimos dias 7 e 8 de outubro, a capital carioca sediou um evento entre personalidades e representantes de empresas e da sociedade civil no intuito traçar diretrizes para o fórum. Em 2012, o evento será realizado um pouco antes da Conferência Internacional das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que lembrará os 20 anos da ECO-92.
O encontro desta quinta-feira foi aberto pelo secretário municipal de Desenvolvimento e presidente do Instituto Pereira Passos, Felipe Góes. O presidente do Instituto Ethos - uma das 13 instituições responsáveis pela organização do evento - Oded Grajew, destacou que o fórum terá a missão de "criar uma caixa de ressonância, não só diante dos governantes, mas para alertar a sociedade e mostrar que é possível mudar a situação e garantir um futuro melhor para todos", disse.
Juntar forças para mudar
Segundo Oded, há várias empresas e instituições da sociedade civil que já adotam práticas sustentáveis capazes de fazer uma grande diferença, e que o momento é de juntar forças para acelerar este processo. "A escolha do Rio de Janeiro para sediar o fórum não foi por acaso. É aqui, com esta paisagem natural maravilhosa, que você morre de amores pelo planeta. E estamos aqui justamente para mostrar o que temos a perder se não tomarmos uma atitude", ressaltou.
A presidente do Conselho Deliberativo do movimento Rio Como Vamos (RCV), Celina Carpi, expressou que transformar a capital carioca em um exemplo de sustentabilidade para o mundo é justamente o compromisso a ser assumido. Na opinião do diretor-executivo da Unitar (United Nations Institute for Training and Research), Carlos Lopes, o Fórum Global pela Sustentabilidade terá um papel primordial para tentar fazer com que a Rio+20 não siga o mesmo modelo da 15ª Conferência das Partes das Nações Unidas (COP15), onde 3 mil pessoas participaram das discussões que levaram aos acordos, mas 40 mil, da sociedade civil, ficaram de fora, sem acesso aos debates.
Decisões governamentais pela sustentabilidade
De acordo com Lopes, a missão do fórum será determinar novas formas de orientar e influenciar decisões governamentais pela sustentabilidade e sua função não se esgotará na Rio+20, permanecendo como um espaço de cobranças visando a dar continuidade às práticas e políticas públicas.
Também presentes à abertura do encontro, o prefeito Eduardo Paes e a secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, comentaram o grande desafio que o fórum e a sociedade terão pela frente, não só diante da Rio+20, mas da própria necessidade de se recuperar o que tem sido degradado e de se preservar o que ainda resta do meio ambiente.
"Temos um passivo ambiental a resolver que passa também por questões de moradia, saneamento, saúde", reconheceu Marilene. "Essa não é uma briga de governos, mas da sociedade", concluiu o prefeito, ao garantir que o município dará todas as condições para a realização do fórum.
Iniciativas locais são exemplo
Além de falar do sucesso que tem sido obtido a partir da proliferação Brasil afora dos diversos núcleos Nós Podemos, Rosa Alegria também falou do caso do Paraná - que foi destaque na última Assembléia Geral da ONU sobre os Objetivos do Milênio. "A integração do Movimento nesse Fórum trouxe, em diferentes momentos, a fundamental importância de dar espaço relevante às iniciativas locais que hoje têm refletido como exemplos a serem seguidos no âmbito da governança global, assim como a força e o poder dos diálogos inter-setoriais.
Rosa afirma que a ideia é que o movimento Nós Podemos possa atuar como integrador entre todas as iniciativas locais através dos núcleos estaduais Nós Podemos, contribuindo para o desenvolvimento de práticas metodológicas mais inovadoras e potencializadoras de maior conexão humana e para a criação de um novo modelo econômico que se paute no desenvolvimento local.
(Este texto foi originalmente publicado por Redação EcoD - Blog EcoD - foto do topo de Chantal Wagner)





















